Precisamos falar sobre a Ucrânia.

Assistir o documentário da Netflix “Winter on Fire” me fez ter uma reação o qual não imaginava. Simplesmente depois de uma ampla experiência com filmes baseados em fatos reais pela primeira vez eu realmente senti algo estranho, um certo frio na barriga. Eu senti medo.

Aos que me conhecem sabem o quanto amo questões humanitária, biografias, guerras e demais temas que remetem a um único assunto o qual todos fogem: a realidade. Sim, aquela que é vermelha da cor do sangue derramado e possui como sinômino dor, choro e na maioria das vezes, morte.

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Pois bem, agora tente lembra onde você estava no fim de 2013 e começo de 2014. Você se lembra de algo marcante ou chocante na mídia? Eu não.

Lembro de estar no último ano de Ensino Fundamental, entrando para o Ensino Médio e mais nada. Exatamente NADA, e muito menos algo que tenha me chocado ou mesmo seja a respeito de uma guerra na “Europa”. Talvez por que eu estava ocupada demais comemorando uma formatura com amigos, ou ansiosa demais por mudanças e nem reparei que uma mudança enorme estava acontecendo diante de meus olhos.

Aos desinformados até ontem como eu, o que ocorreu foi que o governo ucraniano esteve com os olhos para a Rússia e o povo para a Europa. O presidente da época havia prometido novos acordos e mudanças ao povo que queria entrar em um comércio aberto esperançoso sendo parte da Europa, porém foram brutalmente enganados.

Como consequência imediata, os cidadãos saíram em protestos pacíficos, porém não foram compreendidos pelo governo, o qual agiu da pior maneira possível através da violência. E como se não bastasse, estendeu essa repreensão por meses até que os olhos de uns se abrissem e a coragem de outros florescesse.

Não cabe a mim fazer resumo histórico a respeito, na verdade isso é o que menos quero. Apenas deixo entre vocês uma reflexão: Em meio a tanto avanço o qual se vê dia e noite, depois de tanto sangue derramado na história que já foi escrita, por que há uma insistência incalculável de se resolver as coisas à força?

E antes que você responda essa pergunta dizendo que o presidente era uma péssima pessoa, eu tenho uma notícia desagradável à você: Você é tão mal quanto ele por esse simples julgamento esnobe, sendo que você na primeira oportunidade que tem, também comete os seus erros “inocentes”. E vale ressaltar que não há esforço, hino nacional, emoção coletiva ou mãos juntas que limpe essa mancha de erro entre nós, exceto o verdadeiro Amor e arrependimento.

 

Bom e apenas para incrementar acidentalmente o assunto, eu descobri que o slogan escoteiro de 2016 foi sobre isso, e nada melhor do que ter encontrado com 3 ucranianas que estavam no mesmo acampamento que eu, e estavam lá justamente pelo motivo o qual escrevo esse texto: a guerra que as assombrou e ainda as assombra 2 anos depois.

As meninas ganharam um concurso de redação com o tema “paz” e com isso conheceram o Brasil. Obviamente que amaram o prêmio e toda a recepção típica brasileira, mas eu não poderia ser mais presenteada do que conversar com elas a respeito desse assunto o qual se iniciou na semana anterior de conhecê-las com  aquele fantástico documentário.

Melhor eu me calar, não tenho nenhum direito de me aprofundar no assunto. Apenas assistam, leiam e pensem a respeito!

 

 

 

 

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